Entrevista a… Filipe Pinto-Ribeiro
01/05/2004 0 Por Hernani de Lemos FigueiredoEntrevista a… Filipe Pinto-Ribeiro
“Doctor of Musical Arts”
Filipe Pinto-Ribeiro
“Um grande pianista não se caracteriza por mexer muito bem os dedos e por ter uma série de capacidades técnicas que Ihe permita interpretar qualquer obra musical. Um grande pianista tem que ser um grande pensador, um homem da arte e um comunicador”.

Filipe Pinto-Ribeiro, pianista habituado aos mais importantes palcos musicais de todo o mundo, tem atuado em algumas das principais cidades culturais da Europa e América, onde o seu pianismo é reconhecido como único pela crítica especializada. Lisboa, Porto, Coimbra, Sintra ou Mafra, entre nós, e Berlim, Munique, Lima, Salzburgo, Barcelona, S. Petersburgo ou Moscovo, no estrangeiro, são cidades onde desenvolve uma intensa atividade musical. “
“O que realmente se destacou foi o extraordinário talento de Filipe Pinto-Ribeiro para transmitir, sem filtros, uma emoção que é raro encontrar nos dias que correm. Para isso contribui decisivamente a destreza técnica com que faz “cantar” o piano: o seu delicado fraseio, onde não se entrevê um único ápice de mau gosto. Ao que foi dito, deveríamos juntar a pertinência com que o pianista explora as sonoridades do instrumento, pondo-as ao serviço da estrutura de cada obra, e o seu apurado sentido do estilo de cada compositor, que faz com que cada obra se saliente na sua individualidade irredutível. Um recital construído de forma inteligente e interpretado de forma emocionante.” (Jornal “Público – Festival Internacional de Música de Sintra 2002).
”O concerto de Filipe Pinto-Ribeiro na repleta Rakhmaninov Concert Hall despertou um grande interesse por parte do público da capital russa. Ficou saliente o alto nível técnico do pianista, num programa em que demonstrou a capacidade de se integrar em diferentes estilos musicais.” (Canal Nacional da Televisão Russa – “Kultura”).
Quais os compositores que gosta mais de interpretar?
Como sou obrigado a trabalhar muitos compositores e muitos estilos diferentes, muitas vezes acabo por “enamorar-me” do compositor que estou a trabalhar na ocasião. Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Debussy, Prokofiev – são compositores com quem me identifico muito. Ao trabalhar uma obra tenho que me identificar ao máximo com o seu compositor.
Qual é o seu preferido?
É muito difícil escolher, mas, um dos que admiro mais é Johann Sebastian Bach.
Johann Strauss, por exemplo, não faz parte do seu repertório; por algum motivo especial?
Simplesmente porque não tem obras para piano.
Há algum compositor que não goste e que inclua no seu repertório?
Tenho sempre que me identificar com os compositores que incluo no meu repertório. Há compositores que não passaram o filtro de qualidade da História – esses, de facto, não os incluo. Mas também incluo alguns compositores menos conhecidos e que têm muita qualidade.
Como explica os poucos compositores norte-americanos, num país onde tudo é grande e em quantidade?
Há bastantes compositores importantes norte-americanos, como é o caso de Aron Copland, Samuel Barber, Leonard Bernstein. Atualmente os Estados Unidos estão na proa da atividade musical, tanto ao nível da composição como da interpretação.
Para além de Carlos Seixas interpreta mais algum compositor português?
Fiz estreias no estrangeiro – na Rússia, na Alemanha e América Latina – de obras de compositores portugueses, como é o caso de Fernando Lopes Graça, de José Viana da Mota e de Carlos Seixas.
Considera-se um intérprete de um determinado período da História?
Eu tenho um repertório bastante abrangente, desde o barroco até aos nossos dias, incluindo obras do classicismo, do romantismo e de vários compositores do século XX.
Corre atrás de modas?
De maneira nenhuma.
Como seleciona o seu reportório?
Depende muito da ocasião. Por vezes é de acordo com as minhas intenções estéticas, outras vezes respondo aos anseios dos produtores musicais – temporadas de teatros, salas de concerto, orquestras… Por exemplo, entre os vários concertos que tenho agendados para o segundo semestre deste ano, tenho alguns concertos a solo em que escolhi um programa extremamente eclético com música francesa, russa, italiana e portuguesa.
Alguns grandes intérpretes incluem peças contemporâneas nos seus repertórios. Como vê isso?
Eu também interpreto música contemporânea, mas tenho bastante cuidado pois nem toda a música contemporânea tem a qualidade exigida. No entanto, grande parte do meu repertório encontra-se a partir da segunda metade do século XVIII, no século XIX – que é o século mais significativo da música para piano – e na primeira metade do século XX. Mas também já interpretei música do século XXI. Deve tocar-se música de hoje, mas não se deve tocar só música de hoje. O facto é que muitos dos músicos que fazem música contemporânea desligam-se do passado.
O que é que distingue a “música boa” da outra música?
Há critérios de qualidade com as suas diretrizes bastante claras. Por exemplo, eu tenho uma determinada formação musical que me permite ouvir uma determinada obra e, seguindo uma série de critérios – como é o caso da coerência estilística, da forma, da mensagem, de aspetos técnicos da composição -, consigo avaliar se de facto a obra é boa ou má.
Qual foi a sua primeira atuação em público?
Tive várias, quando ainda era muito novo, até aos 10 anos, mas o meu primeiro recital de piano, a solo, em que eu fui o único intérprete, foi quando tinha 15 anos, salvo erro em Viana do Castelo.
E no estrangeiro?
Foi quando tinha 19 anos, em Espanha.
Mafra é para si um talismã?
Com este último concerto na Páscoa foi a segunda vez que toquei em Mafra. Senti-me muito bem acolhido, mas também o sou no Porto, em Lisboa, em Bragança, em Coimbra… No estrangeiro, sinto-me sempre bem, especialmente em Moscovo.
Quando está a atuar o que pensa?
Tento não pensar em nada em concreto. Tento libertar todo o trabalho que foi feito, porque há um grande trabalho de preparação racional e refletido. Mas, quando estou em palco, tento libertar-me um pouco dessa racionalidade e deixar fluir todo o trabalho e, acima de tudo, ouvir. Ouvir a música, estar atento à acústica da sala e sentir a interação com o público.
Quando está ao piano, consegue identificar os seus possíveis erros de interpretação?
Claro que sim. Tenho plena consciência de tudo o que está a acontecer. Deixo-me fluir, mas estou sempre com pleno controle do que se está a passar.
Quando se apercebe que o público não é muito conhecedor de música?
Num concerto, apercebo-me muito rapidamente qual é a assistência que tenho. Não me preocupo quando sinto que a assistência não é a mais entendida, o que mais procuro no público é a atenção e entrega.
Como se sente quando percebe isso?
Mais do que o conhecimento musical, prefiro que o público esteja disponível para o concerto. Por vezes, o público é muito conhecedor, mas também pouco aberto. Prefiro o público que se possa deixar tocar, que se entregue. Um concerto é um momento de comunhão musical entre o músico e o público.
Pensa que em Portugal as pessoas vão aos concertos mais para se exibirem do que para apreciarem a música?
Há de tudo, em Portugal e no estrangeiro. Estou interessado naqueles que vão pelo gosto pela música.
Qual o perfil ideal para um espectador de concertos de música clássica?
O ideal é estar predisposto para a audição e deixar-se levar pela música. Quando o público está preparado, informado, tanto melhor.
Este estilo de música só é compreendido por uma elite. O que é necessário fazer-se para que ela seja mais apetecível para a maioria das pessoas?
Não me parece que por ser música erudita seja só para elites. Talvez a música erudita exija atenção, esforço e ofereça uma dificuldade que não tem enquadramento na sociedade facilitista dos nossos dias. Mas devemos evitar os rótulos que afastam a música erudita das pessoas. Julgo que a melhor forma para aproximar a música erudita da maioria das pessoas seja por via do ensino. O ensino da música sério e sustentado, a par do início dos estudos gerais, como acontece noutros países. Outro meio importante são os serviços de informação públicos, televisão e rádio, nos quais a música erudita deveria estar muito mais presente e divulgada de uma forma acessível e pedagógica. A música erudita tem de se tornar acessível, tem de chegar às escolas, a vários locais do interior, onde quase não há um concerto em todo o ano, onde não existem salas, onde não há um instrumento musical. Aqui as autarquias têm um papel fulcral e deverão de fazer um esforço para que a música erudita seja uma constante e constitua um aspeto fundamental da atividade cultural.
Quem gostaria de ver a assistir aos seus concertos?
Não tenho especial preferência. Por vezes tenho o desejo secreto de que um daqueles compositores que eu interpreto, um daqueles que já não estão entre nós pudesse estar presente.
Como descreve um grande pianista?
Um grande pianista não se caracteriza por mexer muito bem os dedos e por ter uma série de capacidades técnicas que lhe permitam interpretar qualquer obra musical; um grande pianista tem de ser um grande pensador, um homem da arte e um comunicador.
Qual foi o maior pianista da História?
É impossível responder de forma absoluta. Mas, se tivesse de escolher um, talvez fosse o Sviatoslav Richter.
E da atualidade?
Não é possível colocar por ordem os grandes artistas. Entre os pianistas que mais admiro na atualidade estão Krigory Sokolov, Elisso Virsaladze e Mikhail Pletnev.
Para si o que é um “fora de série” no piano?
É uma definição subjetiva. Depende da “série” que estamos a considerar. Isto é, tudo depende do nível de qualidade pelo qual nos podemos reger.
Como se sente: um “bom pianista”, um “grande”, ou um “fora de série”?
Julgo que sou um músico sério, que procuro atingir o máximo de profundidade nas minhas interpretações e opções artísticas, que foge ao mais fácil, ao superficial. É muito importante ter sempre a noção de que a criação artística não é espontânea. Nós, pianistas-intérpretes recebemos muita informação dos compositores e devemos ter sempre muito respeito pelo passado, pelas fontes e pela verdade artística.
Quer dizer que um pianista não é só um intérprete, também é um criador?
Com certeza. Na interpretação musical há uma dimensão criativa. Ao trabalhar uma obra estou a torná-la minha, vejo-a de uma forma única, de acordo à singularidade que cada artista encerra em si próprio. Não há duas interpretações iguais, tal como não há duas pessoas iguais. A música é considerada uma arte mutável pela sua componente de interpretação. A obra musical é um sistema mutável com base acústica imutável. O centro da obra musical é imutável, isto é, a altura dos sons, a métrica, o ritmo… – é a arte da composição musical. A periferia da obra musical é mutável, isto é, a dinâmica, a agógica, a articulação, o carácter… – é a arte da interpretação musical. A obra musical é processual, é um processo contínuo. A composição musical só se completa na interpretação musical, fazem parte do mesmo todo que é a música. Corre-se o risco de que o que se está a ouvir estar muito afastado do original…. Há critérios de interpretação que se devem respeitar. Saber o enquadramento, qual a linguagem do compositor, onde é que podemos colocar a nossa criatividade, porque há limites que não estão definidos e dependem da qualidade e seriedade do trabalho do intérprete.
Conhecer o próprio compositor é importante?
É fundamental estar o mais documentado possível sobre a vida do compositor, sobre a História, a Filosofia, sobre a data em que foi feita a composição, sobre as correntes artísticas.
Esteve cinco anos em Moscovo. Pode dizer-se que é um produto da escola musical russa?
Não gosto desses rótulos. Tenho bastantes afinidades com a cultura musical russa, mas não sou resultado de uma só escola.
Por que razão muitos dos pianistas que frequentaram o Conservatório Tchaikovsky obtiveram a nota máxima?
Na Rússia, o sistema de classificações nos estabelecimentos de ensino superior é de 1 a 5. Uma coisa é obter-se num exame de piano um 5, que corresponde a “excelente”. Completei todos as cadeiras do doutoramento em interpretação pianística com a nota máxima, o que foi caso único pelo menos no meu curso. No Conservatório Tchaikovsky houve de facto muitos pianistas que obtiveram a nota máxima pois este estabelecimento de ensino é considerado o número um em todo o Mundo para pianistas. Do Conservatório Tchaikovsky de Moscovo saíram alguns dos maiores pianistas de sempre.
Como aluno de nota máxima do Conservatório de Tchaikovsky, o que o atrai fora da Rússia ou dos Estados Unidos, mais concretamente o que o atrai em Portugal?
Regressei a Portugal há pouco mais de um ano. Neste momento da minha carreira, consegui já estabelecer uma série de pontes nalguns mercados internacionais que me permitem estar presente lá fora vivendo em Portugal. Posso ainda tornar mais constante a minha implantação na vida cultural portuguesa, apresentar-me com maior frequência nos palcos portugueses, contactar músicos e orquestras nacionais e compartilhar a minha experiência com músicos em formação.
Quais as diferenças entre um piano de ensaio e um para concerto?
O piano ideal para concerto é o chamado piano de cauda, que tem quase 3 metros de comprimento. No meu caso, os meus pianos de ensaio têm características muito aproximadas a um piano de concerto.
Um piano tem um poder retórico?
O piano é um instrumento extremamente comunicativo, daí a sua popularidade. É vulgarmente apelidado de “o rei dos instrumentos”. Cria cumplicidade e encanto: é um instrumento mágico.
Quando teve o seu primeiro piano?
Tive o meu primeiro piano aos sete ou oito anos; era um piano vertical. Ainda está em casa dos meus pais.
Alguma vez se sentiu um pianista sem piano?
Não, mas houve alturas em que necessitava um piano de qualidade superior. Tive o meu piano de cauda (meia cauda) aos dezanove, vinte anos. Já estava há alguns anos em “alta competição” e sentia muito a necessidade de ter um piano dessa qualidade.
Uma casa, dois pianistas. Têm um piano comum?
Temos dois pianos em comum.
Alguma vez atuou com a sua esposa (Rosa Maria Barrantes)?
Sim, por várias vezes. Temos um duo que já se apresentou em Portugal e no estrangeiro. Em Maio vamos lançar o nosso primeiro CD.
Quando não têm concertos comuns e têm-nos em locais diferentes, como fazem essa gestão?
Sempre que possível, tentamos conjugar as agendas. A Rosa Maria, para além de pianista, tem uma carreira pedagógica, é Professora Universitária de piano e de música de câmara. Mas nem sempre viajamos juntos, mesmo no estrangeiro.
Só toca obras de compositores alheios. Nunca sentiu a necessidade de ser o intérprete das suas próprias partituras?
Quando comecei a estudar música, nos primeiros anos, fiz várias experiências de composição. Eu brincava a pensar que estava a compor. Mas quando percebi a complexidade da atividade da composição e do instrumento que eu escolhi, o piano, verifiquei que não eram compatíveis. Para se ser um pianista concertista ao mais alto nível é necessário um trabalho de muitas horas diárias. Mas, a principal razão da opção foi uma questão de vocação.
É muito importante ganhar um concurso?
Participar em concursos de piano, cá dentro e lá fora, pode abrir muitas portas. Mas ganhar um concurso não é uma condição primordial para uma carreira. Há grandes músicos que não ganharam concursos. Não penso que os concursos que ganhei tenham sido fundamentais na minha carreira; foram mais importantes pelo estímulo.
Quais os projetos: imediatos e de carreira?
Em termos globais, dar continuidade ao que estou a fazer, isto é, continuar a crescer internacionalmente, sem perder a ligação a Portugal. A vertente internacional é fundamental pois um músico tem que ser um cidadão do Mundo. Há projetos definidos, gravação de discos, concertos agendados. Em termos pedagógicos, ao nível da formação, tenho feito alguns cursos e espero continuar a partilhar os conhecimentos que tenho vindo a adquirir.
Tem outras ambições profissionais para além do piano?
As minhas ambições profissionais estão centradas no piano.
Qual foi o seu primeiro cachet?
Julgo que foram 100 contos, na Fundação de Serralves.
Qual o seu maior momento?
É difícil destacar um só. Talvez na sala de concertos Rakhmaninov, no meu primeiro concerto como solista em Moscovo.
O que sente quando vê uma entrevista sua numa publicação periódica?
Sinto gosto em poder partilhar alguns pontos de vista.
Quantas já concedeu?
Não sei, mas talvez dezenas.
Faz coleção delas?
Gosto de as arquivar, para o futuro.
Considera os críticos justos com a sua carreira?
Não tenho razões de queixa. •
PERFlL
Filipe Pinto-Ribeiro
Nasceu no Porto, a 12 de Abril de 1975. “Doctor of Musical Arts”, com a máxima classificação, pelo Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, é considerado um dos músicos mais relevantes da sua geração. Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu o doutoramento e o mestrado no Conservatório Tchaikovsky de Moscovo, sob a orientação de Liudmila Roschina, chefe da cátedra de Piano.
Recebeu a influência de diversos mestres e participou com frequência em masterclasses internacionais. Foi apreciado e aconselhado por alguns dos maiores nomes do panorama pianístico mundial, incluindo Elisso Virsaladze e Dmitri Bashkirov.
Em Portugal, graduou-se na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, no Porto.
O seu primeiro C.D., incluindo obras de Modest Mussorgsky, Alexander Scriabin, Dmitri Shostakovich, Claude Debussy e Maurice Ravel, está em segunda edição.
O C.D. “Berlin Sessions”, gravado pelo pianista na capital alemã, contendo sonatas de Domenico Scarlatti, Carlos Seixas, Ludwig van Beethoven, Richard Wagner e Serguei Prokofiev, obteve excelente receção por parte do público e da crítica musical.
Gravou um CD em duo com a pianista Rosa Maria Barrantes, interpretando obras de Gabriel Fauré, Eric Satie, Claude Debussy, Francis Poulenc e Maurice Ravel.
Filipe Pinto-Ribeiro desenvolve uma intensa atividade solística e camerística abrangendo um vasto repertório que se estende do barroco até aos nossos dias.
Pianista laureado, tem atuado em algumas das principais cidades da Europa e América, vendo o seu pianismo reconhecido como ímpar pela crítica especializada
Gravações
“Début” (Numérica), incluindo obras de Modest Mussorgsky, Alexander Scriabin, Dmitri Schostakovich, Claude Debussy e Maurice Ravel. (Gravado no ano de 2000)
“Berlin Sessions” (Numérica), contendo sonatas de Domenico Scarlatti, Carlos Seixas, Ludwig van Beethoven, Richard Wagner e Serguei Prokofiev. (Gravado em Berlim no ano de 2001). “Piano Duo” (Numérica), em duo com a pianista Rosa Maria Barrantes, contendo obras de Gabriel Fauré, Eric Satie, Claude Debussy, Francis Poulenc e Maurice Ravel. (Gravado em Berlim no ano de 2002)
Compositores gravados:
1. Alexander Scriabin;
2. Carlos Seixas;
3. Claude Debussy;
4. Dmitri Schostakovich;
5. Domenico Scarlatti;
6. Eric Satie;
7. Francis Poulenc;
8. Gabriel Fauré;
9. Ludwig van Beethoven;
10. Maurice Ravel;
11. Modest Mussorgsky;
12. Richard Wagner;
13. Serguei Prokofiev.
in Jornal D’Alenquer, de 1 de maio de 2004, pp. 23 a 25
©Hernâni de Lemos Figueiredo
Director do Jornal D’Alenquer
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