Relembrar as cheias de 1967 em Alenquer

20/12/2015 0 Por Hernani de Lemos Figueiredo

No dia 20 de Dezembro de 2015, pelas 15,00 horas, no Museu João Mário, em Alenquer, a ALENCULTA, levou a cabo uma acção para relembrar os 48 anos das grandes cheias que, em Novembro de 1967, atingiram o concelho, e homenagear as suas 62 vítimas mortais. Nesta acção, Rui Costa, vice-presidente da Câmara de Alenquer deu as boas vindas aos visitantes e fez a respectiva introdução explicativa do porquê desta acção cultural assegurada pela Alenculta ser patrocinada pela edilidade Alenquerense.
O evento memorial de tão infausto acontecimento constou de uma apresentação audiovisual, preparada com fotografias e recortes de imprensa, que assinalou os aspectos mais importantes daquelas cheias e prestou singela homenagem às 62 vítimas mortais ocorridas em todo o concelho, e de um colóquio.
Primeiro, a exposição, de 20 vistas (recortes de jornais da época e diversas fotografias), foi muito apreciada pelas dezenas de pessoas que se deslocaram ao Museu João Mário; Segundo, o colóquio, foi a mola despoletada para recordar as causas, os episódios mais relevantes da enchente e as consequências da catástrofe que se abateu sobre a Vila e o concelho.
No final, várias intervenções de alguns Alenquerenses ainda vivos e que presenciaram os acontecimentos de 1967, enriqueceram com o seu testemunho pessoal a memória colectiva que se pretendeu reavivar.
Alberto Santos, da Secção de Património da Alenculta, conduziu o debate, onde foi ressaltada a enorme onda de solidariedade que mobilizou todas as instituições do concelho, mas que, sobretudo, galvanizou as gentes anónimas que, de forma abnegada e genuinamente humana, tentaram minimizar a os efeitos da tragédia.
A exposição ficará patente no Museu João Mário até 6 de Janeiro, à espera da visita de todos os interessados.

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