As gerações do Marketing: Geração silenciosa

As gerações do Marketing: Geração silenciosa

05/02/2012 0 Por hernanifigueiredo

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As gerações do Marketing: Geração silenciosa

As pessoas nascidas no período compreendido entre 1925 e 1945, “Geração Silenciosa” para os estudos de Marketing, foram marcadas profundamente por vários fatores, qual deles o mais significativo: Ainda estava fresca na memória coletiva a aparição de Nossa Senhora de Fátima aos pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta; Assistiu à instalação de uma Ditadura Militar que pôs termo a 16 anos de instabilidade política (8 presidentes da República e 45 Governos); Sofreu as consequências da “Grande Depressão” norte-americana; Viu 20 mil portugueses, “Viriatos”, juntarem-se a Franco na Guerra Civil espanhola; Foi interveniente passiva na “Concordata” de Portugal com a Santa Sé; Passou pela Segunda Guerra Mundial, tanto nos preparativos, como na campanha, como também no ciclo pós-guerra. Tudo isto, num curto período de 20 anos, foram razões bastantes para marcar decididamente esta geração, onde a circunstância de escassez em que viveu a levou a valorizar um comportamento de poupança, de prática religiosa, de respeito para com o trabalho e de regras muito tradicionalistas na defesa da honra, da Pátria e da família. A sua fraca escolaridade igualmente foi um factor determinante na caracterização do seu modo de vida.

É difícil analisar esta geração, a nível de hábitos de consumo, se antes não falarmos de duas grandes clivagens no seu desenvolvimento socioeconómico: As diferenças entre os meios rurais e urbanos, e entre o norte e o sul, que foram determinantes no comportamento das suas respetivas populações. Portugal era um país com um setor agrário tradicionalista, que diferia de região para região: No norte e no interior prevalecia uma agricultura de subsistência, substanciada em minifúndios arrendados ou de propriedade própria de quem os trabalhava. Nesta região e pela sua ausência, os efeitos desagregadores da industrialização não se fizeram sentir, mantendo-se um grande conservadorismo cultural sob forte influência da Igreja Católica. Era pouco expressiva a percentagem de população que trabalhava na indústria. Foi assim que os valores tradicionais do respeito pela instituição familiar se mantiveram, reforçando-se mesmo pela existência de algumas pequenas empresas familiares. Em contraste, a sul, estando a terra dividida em grandes latifúndios onde os seus proprietários controlavam quem a trabalhava, produzia uma larga massa de assalariados rurais. Aqui, o quadro sociológico era diferente, pois era evidente o desenraizamento familiar provocado pelo êxodo necessário à procura de emprego, e onde os valores conservadores se diluíram, enfraquecendo-se a influência da Igreja Católica. Igualmente, a industrialização de algumas regiões provocou massivas deslocações destas gentes do interior para as zonas industrializadas, agravando o desenraizamento referido. Nas ilhas, a terra era propriedade privada e, como no norte do país, os valores dos seus habitantes eram conservadores e a Igreja Católica tinha grande influência.

TRABALHO COMPLETO:

Geracões do Marketing: Geração silenciosa



Hernâni de Lemos Figueiredo
©Hernâni de Lemos Figueiredo (2012)

Programador Cultural

hernani.figueiredo@sapo.pt>

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