Sanguessugas

Sanguessugas

03/04/2007 0 Por hernani

SANGUESSUGAS
Caro Tiago

Sobre o seu trabalho “Portugal, País democrático à beira-mar plantado?” realmente é uma vergonha aquilo que denuncia! Mas daqueles que pedem sacrifícios ao “povão” faltam lá muitos nomes!… Aliás, faltam quase todos. São umas sanguessugas que nunca se dão por satisfeitas. Como muito bem diz, nada é ficção, tudo acontece em Portugal, um país democrático à beira mar plantado.

Também concordo consigo quando diz que “temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro”, e isto apesar de ser jornalista, com Carteira Profissional. Mas, também a fonte que apresenta não me parece a mais credível, por pensar que está, por demais evidente, colada ao poder instituído. Por estas e outras colagens é que a comunicação social de referência já se calou com o “Caso Casa Pia”, e a desportiva pouco fala do “Caso Apito Dourado”.

Mas, o dinheiro talvez não justifique tudo. Segundo J. Bailey, “a primeira e pior de todas as fraudes é enganarmo-nos a nós próprios; depois disto, todo o pecado é fácil”. E, para concluir, cito Séneca: “todos somos escravos; todos somos escravos da esperança, todos o somos do medo”.

Deixando a Comunicação Social em paz, voltemos às “sanguessugas”. E aqui há as boazinhas e as “outras”, essas sim, nefastas e demolidoras da economia da nossa comunidade enquanto país, vulgo independente e soberano.

Nesta sua extensa lista de “sanguessugas nefastas”, a omissão dos nomes de Mário Soares e de Jorge Sampaio (para só citar estes), a par do nome de Cavaco Silva, com certeza que não será por ser “escravo” de qualquer índole, e muito menos “escravo do medo”. O mesmo em relação à vasta lista de juízes aposentados com mais de 5000 euros mensais. Apesar de os considerar também “malandros”, não cita um único nome. Alias, cita somente o nome do Dr. Branquinho Lobo, nomeado Director Nacional da Polícia de Segurança Pública pelo Governo de Santana Lopes.

“Com um pouco de agilidade mental e algumas leituras em segunda mão, qualquer homem encontra as provas daquilo em que deseja acreditar…”. Meu caro Tiago, cito Bertrand Russell só para lhe dizer que não pondo em dúvida todo este escabroso ciclo de “pescadinha-de-rabo-na-boca” que evidencia, e que repudio, é evidente que também acredito que existem muitos outros nomes que engrossaria esta lista-negra, mas que por qualquer motivo que me escapa a verdade é que não estão nela incluídos.

Só para terminar, anoto Michael Allred e François Mauriac: “Perdi a comodidade da ignorância” e “não sinto o menor desejo de brincar num mundo em que todos fazem batota”.

Receba os meus cordiais cumprimentos.
Hernâni de Lemos Figueiredo
Alenquer, 2007-abril-03

Hernâni de Lemos Figueiredo
©Hernâni de Lemos Figueiredo (2007)

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